As 10 Razões que podem levar o atleta juvenil a desistir do esporte

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Foto: divulgação

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As razões para apresentar o esporte a uma criança são muitas: desenvolvimento físico, socialização, diversão, aprender a trabalhar em equipe, desenvolver auto-confiança, prevenção de doenças etc.

Quando a criança, que entrou para um esporte sem pretensões, vai mostrando talento e recebendo bom feedback de treinadores e colegas, é inevitável que os pais já visualizem no horizonte uma possível carreira como atleta profissional.

Com apoio do coach, aumentam a carga horária dedicada ao esporte, viagens são só para competir, o tempo livre é raro e normalmente dedicado à algo “útil” e quando menos se espera, aquela criança que adorava o esporte, não quer mais saber dele. Quando o esporte não está atrelado a sentimentos positivos, o jovem atleta perde o interesse.

O “Burn out” acontece quando a exaustão física e mental prejudica o comprometimento e a disciplina do atleta e na maioria dos casos termina em desistência. Isso pode acontecer aos 13 ou aos 20 anos, dependendo do ambiente e características do atleta. Quanto maior for a intensidade do treino, da cobrança e a falta de tempo livre, maior é a chance de causar “Burn out”.

As razões para a desistência no esporte já foram muito estudadas e variam muito dependendo do país e da cultura, mas dentre todas podemos destacar 10 em común a todos os grupos.

Você pode motivar por medo ou pode motivar por recompensa, mas os dois métodos são temporários. O único motivo eficiente é a motivação intrínseca. Homer Rice, Longtime Coach and Athletic Director at Georgia Tech. Nove vezes vencedor do prêmio Coach do ano.

 

  1. Deixou de ser divertido. A diversão que virou obrigação. Quando a motivação deixa de ser intrínseca e passa a ser uma tarefa a ser cumprida, normalmente causa rejeição e em muitos casos desistência.
  2. Estresse. Cobranças, participar de competições cedo de mais, falta de tempo livre para brincar e medo do fracasso são fatores estressantes que devem ser evitados. Coakley (ref 3) estudou crianças no esporte e observou que até os 12 anos eles não desenvolvem a maturidade para entender a competição.
  3. Falta de apoio do círculo de confiança. A familia, a escola, os colegas, o coach, o clube e a federação, compõe o círculo de confiança. Quando um ou mais elementos desta equação não oferece o apoio necessário criam-se barreiras para o aproveitamento.
  4. Excesso de cobrança do círculo de confiança. O motivo diversão começa a ser substituído pelo desejo de vencer causado pela cobrança do grupo de apoio. A criança percebe a sua aceitação e amor sendo atrelada ao sucesso. A criança teme que se não vencer, será menos amada. veja referencia
  5. Lesão. Durante o desenvolvimento fisico de uma criança, quando seus ossos e músculos estão crescendo e se desenvolvendo, é preciso tomar cuidado com o volume do treinamento e de competições. Intensidade, duração e frequência devem seguir uma progressão individualizada afim de proteger sua saúde. Respeitar os períodos de crescimento e identificar a maturação, são cruciais para o desenvolvimento a longo prazo.
  6. Especialização precoce. A promessa de bolsas de estudo e carreira profissional ilude muitos pais a iniciar seu filho num único esporte cedo de mais. A especialização precoce limita o acúmulo de habilidades e experiências socio-afetivas que poderia ter praticando esportes diferentes e que são cruciais para o desenvolvimento fisico e mental. A especialização precoce aumenta o índice de lesão, assimetrias físicas em esportes unilaterais, “burn out” e desistências. (PGA Canadá). A recomendação é esperar até os 15 aproximadamente para se especializar. (ref 2)
  7. Problemas financeiros. Muitas famílias apostam no futuro da criança a ponto de sacrificar as finanças da família, nem sempre conseguindo acompanhar todas as competições ou morar perto do clube, a falta de recursos pode prejudicar o envolvimento e ser uma enorme carga de estresse na criança. A inabilidade de vender seu produto e conseguir patrocínio já acabou com muitas carreiras. No caso das crianças, o “Paitrocinio” pode prejudicar a estabilidade familiar e impor cobranças de resultado no atleta.
  8. Maturidade emocional. Assim como a maturação física, a maturação emocional está associada à idade mas não depende desta. Auto-confiança, medo do fracasso, resiliência e controle da ansiedade não são iguais em todos. Saber identificar o estado da criança ajuda a administrar melhor suas emoções. Lembrando que o maior medo sempre é o de perder a aprovação dos pais e em muitos casos a criança conecta o sucesso com a aceitação e o amor.
  9. Conflito de interesses. Entre os 10 e 18 anos, quando o volume de treinamento e competição aumenta, coincide com o período escolar mais intenso. Amizades, namoros e surgimento de outros interesses fora do esporte, podem interferir no comprometimento.
  10. Falta de oportunidades para meninas. O incentivo aos meninos é maior em todas as idades, mas principalmente após a adolescência. O apoio de clubes e escolas é mais voltado ao esporte masculino e como conseqüência a falta de oportunidade e apoio provoca pouca adesão e aumento das desistências entre as meninas.

Reconhecer os estado de desenvolvimento físico e mental da criança é extremamente importante para adequar a intensidade do estimulo. Crianças amadurecem em ritmos diferentes, tanto físico como mentalmente.

Iniciar cedo de mais na competição, cobranças de resultado, situações que estressariam um adulto, provavelmente vão influenciar negativamente a criança atleta. Ao final de uma sessão de treino ou de um torneio, se o objetivo é manter o prazer de participar no esporte e contribuir para a felicidade da criança, as únicas duas perguntas que devemos fazer são:

  • Você se divertiu?
  • O que aprendeu hoje?

Referências:

  1. True Sport: What We Stand to Lose in Our Obsession to Win. Cap 9. USADA 2012
  1. National Association for Sport and Physical Education. Guidelines for Participation in Youth Sport Programs: Specialization Versus Multi-Sport Participation [Position statement]. Reston, VA: Author; 2010
  1. Coakley J. When should children be competing: a sociological perspective. In: Weiss MR, Gould D, eds. Sport for Children and Youths. Champaign, IL: Human Kinetics; 1986:59-63.
  1. Will You Still Love Me If I Don’t Win?: A Guide for Parents of Young Athletes. Christopher Anderson
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