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Honda Open – Aberto Bandeirantes: Kenji e Lauren vencem sem ser ameaçados

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Jogador do Itanhangá fica perto de ser nº 1 do Brasil. Lauren se firma como a melhor do país. Torneio teve quatro holes-in-one.

Campeoes scratch Lauren Grinberg e Daniel kenji Ishii  Foto: Thais Pastor/F2

Campeoes scratch Lauren Grinberg e Daniel kenji Ishii
Foto: Thais Pastor/F2

Daniel Kenji Ishii, do Itanhangá, e Lauren Grinberg, que no Brasil defende o Lago Azul, venceram neste domingo, 30 de junho, o Honda Open – Aberto Bandeirantes de Golfe 2019 por ampla margem e sem serem ameaçados. A competição disputada desde sexta-feira no Clube de Campo de São Paulo foi válida para o ranking mundial amador de golfe (WAGR), para o ranking nacional e para os rankings da FPG. O torneio foi marcado por quatro holes-in-one em dois dias, dois deles valendo carro.

Kenji, que vinha de uma vitória no Sul-Brasileiro e de outras três colocações entre os Top 4 em torneios nacionais, em 2019, permanece como número 2 do Brasil, mas poderá tirar o posto de líder do ranking do gaúcho Andrey Xavier, que ainda não venceu este ano, no Amador do Brasil, que será jogado a partir de sexta-feira, no Campo Olímpico do Golfe, no Rio de Janeiro. Ele provou isso esta semana ao fazer o recorde de 18 birdies, média de seis por dia, sendo nove deles na rodada de sábado.

Vitória – Depois de jogar seis abaixo no sábado, Kenji começou a rodada final vencendo por nove tacadas e não deu chances para ninguém. Foi campeão com 202 (69-65-68) tacadas, 11 abaixo, e foi o único a quebrar o par do campo nos três dias de competição. Mas a melhor volta do dia – igualando a marca de Kenji no sábado – foi de Guilherme Grinberg, do São Paulo GC, líder do primeiro dia, que fez oito birdies para virar o jogo sobre o argentino Angel Sequeira, na volta final, para ainda ser o vice-campeão, com 211 (68-78-65) tacadas, duas abaixo. Sequeira ficou em terceiro com 212 (73-70-69), uma abaixo.

Quem também jogou bem no domingo foi Matheus Park, do Paradise, que fez um dos quatro resultados abaixo do par da volta final para se recuperar de dois dias ruins de golfe e ainda terminar em quarto, com 222 (76-77-69).

Idades –  Luiz A. P. Almeida, o Gugu, do São Paulo, levou o troféu de campeão sênior (55 anos ou mais), seguido por Roberto Gomez, do Clube de Campo, maior ganhador deste torneio, com quatro títulos, o vice, com 226 (74-74-78), o suficiente para ficar em oitavo na geral, à frente de muitos dos melhores jogadores do Brasil na atualidade.

Na competição pré-sênior (40 a 54 anos), o dinamarquês Joakim Thrane, do Clube de Campo, que em breve irá morar com toda a família nos EUA, foi o campeão com 230 (78-75-77) tacadas, seguido por Rodrigo Leme, também do Clube de Campo, com 236 (79-75-82).

Handicaps – Na classificação por handicaps índex até 8,5, o campeão foi Felipe Schmitt, do Clube de Campo, com 207 (70-70-67) tacadas, seis abaixo, seguido por Carlos Cândido, do São Fernando, com 211 (71-68-72) e pelo argentino Angel Sequeira, com 218 (75-72-71). Na 8,6 a 14, só deu Clube de Campo, com dobradinha dos irmãos Ziccardi, com Guilherme campeão com 143 (75-68) e Rafael vice, no desempate, com 143 (71-72). Alexandre Novaes, do Clube de Campo também somou 143 (74-69) mas ficou em terceiro nos critérios de desempate (últimos nove buracos).

Na 14,1 a 19,4, o campeão foi Cassio Filizola, do Clube de Campo, com 137 (66-71), seguido por William Muniz, do Ibiúna, com 140 (66-74) e por Marco Antônio Plens, do Clube de Campo, com 142 (70-72). E na 19,5 a 25,7, dobradinha do Clube de Campo: Lourenço Mendonça Furtado venceu com 138 (71-67), seguido por Osmar Sobrinho, que fez o primeiro dos quatro holes-in-one do torneio, também com 138 (70-68) e vice- campeão nos critérios de desempate. Serginerio Vanderlinde, do Riacho Grande, com 142 (70-72).

Feminino – Lauren Grinberg, que mora nos EUA, onde joga pela Barry University e está de férias no Brasil, venceu de ponta a ponta, com 227 (80-72-75) tacadas, e por 14 tacadas de vantagem, depois que Vivi Golombek, uma das líderes do primeiro dia, que vinha em segundo, teve que abandonar a poucos buracos do final por causa de um distensão na musculatura do braço, que a incomodava desde o dia anterior. Ao vencer com 14 abaixo, quatro tacadas a menos do que o máximo exigido pelo WAGR, Lauren fez a competição feminina, que estava ameaçada, valer para o ranking mundial amador.

Com a desistência de Vivi, a coreana Isu Choi, do Terras de São José, que vinha brigando pelo segundo lugar, foi a vice-campeã com 241 (81-83-77), um resultado excepcional para uma menina que acaba de completar 14 anos e já tem um swing de profissional. Fernanda Lacaz, do São Fernando ficou em terceiro, com 246 (83-83-80), seguida por Lucia Guilger, a Barata, do Clube de Campo, com 254 (86-82-86), e por Samire Oliveira, do Arujá, com 259 (90-83-86).

Categorias – Nas classificações femininas com handicap, Stella Basile, do São Fernando, que joga voltou a jogar há um ano e meio, foi campeã com 220 (68-80-72) tacadas. Julia Vilas Boas, diretamente filiada à Federação Paulista de Golfe, somou 227 (80-73-74) para ficar com o troféu de vice-campeã no desempate com Barata, que somou 227 (77-73-77) e ficou com o de terceiro lugar. Já na 16,1 a 25,7, dobradinha do São Fernando, com Gabriela Castro campeã com 143 (71-72) e Sun Yi Chung vice com 163 (89-74). Rosangela Maria da Silva, do Poços de Caldas, ficou em terceiro, com 172 (83-89).

Equipes – Houve ainda três competições por equipes, paralelas à competição principal. Na Copa Internacional, valendo três resultados de quatro, por dia, o Brasil de Kenji, Gui, Matheus e Thomas Choi foi campeão com 641 tacadas, contra 663 da Argentina. A seguir, ficaram as equipes da FPG, com 679, Clube de Campo, com 687, e Paraguai, com 705.

Na inédito Campeonato Internacional de Clubes Scratch, com 12 participantes, valendo dois de três resultados por dia, o São Paulo GC, de Gui, Choi e Gugu venceu com 426 tacadas, seguido pelo Itanhangá, com 445; Jockey Club de Cordoba, com 451; Clube de Campo, com 451; São Fernando, com 454; Las Delcias GC, com 455; e Centenário GC, com 468.

Já no Campeonato Internacional de Clubes por Handicap Índex, com 24 participantes, valendo dois de três resultados dos dois últimos dias, o Clube de Campo de Filizola, Pacheco e Matter, foi campeão com 286 tacadas, O São Fernando ficou em segundo, com 292, seguido pelo São Paulo GC, com 293.

O Honda Open – Campeonato Bandeirantes de Golfe 2019 teve patrocínio da Honda. Os apoiadores foram Sucrégolf, GoPro, Som Express, Sapezal GC e Golfe Nota 10. A realização foi do R&A, WAGR, Confederação Brasileira de Golfe, Federação Paulista de Golfe e Clube de Campo de São Paulo.

Quatro holes-in-one, dois valendo carro, fazem Honda Open – fazem Bandeirantes entrar para a história

Rogerio Cardoso, Junko Tsuchiya e Osmar da Costa Sobrinho, com Victor Maia Foto: Thais Pastor/F2

Rogerio Cardoso, Junko Tsuchiya e Osmar da Costa Sobrinho, com Victor Maia
Foto: Thais Pastor/F2

Nunca antes na história do golfe brasileiro viu-se tantos holes-in-one num só evento, como neste final de semana, 29 e 30 de junho, no Honda Open – Campeonato Bandeirantes de Golfe 2019, no Clube de Campo de São Paulo. Foram quatro aces, de quatro jogadores, todos conseguindo esse feito pela primeira vez em suas carreiras, dois no mesmo buraco em cada dia, com os de domingo valendo um carro Honda HR-V Touring, que pelo regulamento foi sorteado, mas com os envolvidos se comprometendo previamente, através de um documento, a dividir o prêmio.

O festival de holes-in-one começou no sábado, ambos no buraco 5, feitos com o mesmo taco, mas de tees de saída diferentes, por dois jogadores com 56 anos de diferença entre eles: Osmar da Costa Sobrinho, do Clube de Campo, de 68 anos; e João Bosseto, do Paradise, de apenas 12 anos. Infelizmente para ambos, além da alegria do feito raro no esporte, não houve prêmios, que eram oferecidos em outros dois dos cinco buracos de par 3 do campo. O Honda HR-V Touring, no buraco 8, e uma moto Honda SH 300-i, no buraco 15. Essa não saiu para ninguém.

O primeiro hole-in-one foi feito por Osmar, vice-presidente da Confederação Brasileira de Golfe, que jogava ao lado de Ricardo de Rose, o outro vice-presidente da entidade, e Antônio Carlos Padula, presidente da FPG. Ele bateu uma madeira 3 das 155 jardas para fazer o primeiro hole-in-one em 15 anos de golfe. O segundo ace foi feito por Bosseto, mas do tee de trás, das 198 jardas, também usando uma madeira 3, para fazer seu primeiro hole-in-one em quatro anos de golfe, jogando ao lado de Renan Mendes, da Grama, e Evandro Metzner, do Arujá.

Valendo carro – Mas as emoções maiores estavam reservadas para domingo quando os holes-in-one aconteceram no buraco 8, o do carro. Quem embocou primeiro, ainda pela manhã, no penúltimo buraco da volta iniciada pelo 10, foi Junko Tsuchiya, do São Fernando, que joga golfe há apenas três anos e meio e bateu uma madeira 7 de 127 jardas. Nascida em Osaka, no Japão, e morando no Brasil desde que o marido, que correu o mundo como executivo de sua empresa, decidiu se fixar por aqui, Junko, de 46 anos, nunca havia dirigido antes e acaba de tirar sua habilitação brasileira, que chega pelo correio esta semana.

Junko ainda comemorava com espumante ao lado de sua parceira de jogo, Yoon Chung, e outras amigas, quando Rogério Cardoso, do Damha, também embocou de primeira no buraco 8, batendo ferro 8 das 161 jardas, jogando ao lado de Douglas Black, do Careca, e de Lucas Steinhoff, do São Paulo. Para Rogério, de 40 anos, que começou a carreira trabalhando como caddie no Clube de Campo, de 1994 a 1997, para ganhar o dinheiro que o ajudou a se formar em Direito pela Unip, com especialização na PUC e passar a trabalhar na Abreu Júnior Advogados, a emoção foi ainda maior. Rogério começou a jogar golfe já formado, em 2006, e o prêmio foi mais que bem-vindo.

Acordo e sorteio – O regulamento do torneio exigia que em caso de mais de um jogador fazer hole-in-one no mesmo buraco durante a semana, o prêmio deveria ser sorteado entre eles. Mas, antes disso, Junko e Rogério firmaram um documento onde o ganhador se comprometia a dividir o prêmio com o outro. Uma solução elegante e muito elogiada pelo espírito esportivo. Coube a Junko, que viu a bola cor de rosa de seu hole-in-one ser sorteada, posar para as fotos com a chave do carro.

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